domingo, maio 13, 2007

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Nunca fui bom a planear o futuro. Não vale a pena passar o tempo com a cabeça nas nuvens. Consegue-me surpreender-me sem saber quem é ele afinal: o futuro tem máscaras, esconde-se no presente, engana-nos com a maior das facilidades.
Se um dia te encontrar por aí, finge não me ver, eu aindo moro no mesmo sítio.
Quando eu sair de casa não te quero encontrar, hoje, o futuro viajou para um país distante, esqueceu-se do encontro que tínhamos marcado ao fim da tarde.
Este gajo é sempre a mesma merda, é o que dá confiarmos no futuro.
O futuro é o que cada momento nos dá.

6 comentários:

totoia disse...

Eu que sempre achei ter tudo planeado para o meu futuro fui traída pela presente e por isso deixei-me de planos e vivo uma dia de cada vez...

Minerva McGonagall disse...

... com mil reais C********!

Texto bem puro, este. Devias escrever mais vezes!

totoia disse...

Podes crer Minerva, pensei exactamente o mesmo!

dancingkid disse...

O encontro com José Luis Peixoto foi muito importante, permitiu-me esclarecer muitas coisas, na verdade estruturei algumas ideias, e estabeleci alguns planos relativamente à escrita. Tenho muita coisa dispersa, e seria necessário encontrar um fio condutor, que resultasse em alguma coisa de concreto. Por outro lado, há coisas muito autobiográficas, que me deixariam numa posição muito desconfortável.

dennis disse...

Adorei o texto e este longo comentário teu!! Força!!

dennis disse...

Dedica-te à escrita. Porque não? O tempo para ti não é um condicionante e pode reverter-se a teu favor. O que tiver de ser será!