segunda-feira, novembro 19, 2007
quinta-feira, novembro 15, 2007
quarta-feira, novembro 14, 2007
Control...

Estou à espera da estreia de Control, está quase. Filme baseado na vida de Ian Curtis, vocalista dos Joy Division. Podia ficar horas, semanas, meses, anos, décadas a falar desta mítica banda, a influência que teve sobre mim, a primeira vez que ouvi, foi um tiro na nuca, a partir daí passou andar sempre comigo no meu walkman, hoje em dia pago a factura da dependência do walkman, as minhas capacidades auditivas estão reduzidas a 60% do que seria normal. A poesia de Ian Curtis foi um flash, ao saber do fim trágico de Ian Curtis, aos 23 anos suicida-se em casa do pai, enfim, uma vida repentina que deixou um legado que ainda hoje influencia muitas bandas. Uma personagem misteriosa com uma visão muito particular das coisas que o rodeavam. Ainda me lembro do final do livrinho das letras de Ian Curtis, continha a "Alegoria da Caverna" de Platão. O que é que eu vou fazer quando a novidade desaparecer?
...
Mais sobre o filme:
[Cinecartaz]. Cinecartaz
[IMDB]. www.imdb.com
segunda-feira, novembro 12, 2007
Cotovia...
- Alô, cotovia!
Aonde voaste,
Por onde andaste,
Que tantas saudades me deixaste?
- Andei onde deu o vento.
Onde foi meu pensamento.
Em sítios que nunca viste,
De um país que não existe...
Voltei, te trouxe a alegria.
- Muito contas, cotovia!
E que outras terras distantes
Visitaste? Dize ao triste.
- Líbia ardente, Cítia fria,
Europa, França, Bahia...
-E esqueceste Pernambuco,
Distraída?
-Voei ao Recife, no Cais
Pousei da Rua da Aurora.
- Aurora da minha vida,
Que os anos não trazem mais!
- Os anos não, nem os dias,
Que isso cabe às cotovias.
Meu bico é bem pequenino
Para o bem que é deste mundo:
Se enche com uma gota de água.
Mas sei torcer o destino,
Sei no espaço de um segundo
Limpar o pesar mais fundo.
Voei ao Recife, e dos longes
Das distâncias, ainde alcança
Só a asa da cotovia,
- Do mais remoto e perempto
Dos teus dias de criança
Te trouxe a extinta esperança,
Trouxe a perdida alegria.
MANUEL BANDEIRA
in "Estrela da Vida Inteira"
Aonde voaste,
Por onde andaste,
Que tantas saudades me deixaste?
- Andei onde deu o vento.
Onde foi meu pensamento.
Em sítios que nunca viste,
De um país que não existe...
Voltei, te trouxe a alegria.
- Muito contas, cotovia!
E que outras terras distantes
Visitaste? Dize ao triste.
- Líbia ardente, Cítia fria,
Europa, França, Bahia...
-E esqueceste Pernambuco,
Distraída?
-Voei ao Recife, no Cais
Pousei da Rua da Aurora.
- Aurora da minha vida,
Que os anos não trazem mais!
- Os anos não, nem os dias,
Que isso cabe às cotovias.
Meu bico é bem pequenino
Para o bem que é deste mundo:
Se enche com uma gota de água.
Mas sei torcer o destino,
Sei no espaço de um segundo
Limpar o pesar mais fundo.
Voei ao Recife, e dos longes
Das distâncias, ainde alcança
Só a asa da cotovia,
- Do mais remoto e perempto
Dos teus dias de criança
Te trouxe a extinta esperança,
Trouxe a perdida alegria.
MANUEL BANDEIRA
in "Estrela da Vida Inteira"
segunda-feira, novembro 05, 2007
sexta-feira, novembro 02, 2007
Lulu on the Bridge...

Izzy (Harvey Keitel) é um saxofonista em crise. Ele acaba de ser atingido por uma bala perdida durante um show e agora não pode tocar mais. Enquanto tenta retomar sua vida, se depara com uma misteriosa maleta contendo uma pedra azul e um número de telefone. O telefone é da actriz Célia (Mira Sorvino), garçonete nas muitas horas vagas. Os dois combinam um encontro e a pedra que acaba de uni-los, parece enfeitiçar o casal, envolvendo-os em uma aura de pura paixão. Separados em função do trabalho de Célia, os dois só pensam em se reencontrar. Mas um sinistro sequestro pode acabar com os planos de felicidade do casal...
...
Argumento e realização: Paul Auster
Ano: 1998
[imdb]. imdb
terça-feira, outubro 30, 2007
Uma Pedra ao lado da Evidência ...
Deito-me na rede atada
Aos pináculos do fuso horário.
Tivessem os meus dias um dono
ao alcance da voz
que por mim cora; sem pejo
o adularia.
Este sulco em minha mão
que enruga a testa das ciganas
não vai mais longe o seu cavalo cego.
Que ilusória beleza
Raia
um verso nado
e, dúplice, na ausência de ambos,
a cama estática.
Como dos deuses, descrevo
da inspiração ;
entre mim e a voz
há um convívio silente.
Quando da avenida,
o alto repuxo de som
inunda o flat,
volto eu à secura
íntima da água.
Há poetas com musa. Muitos.
Eu , neste jardim do Éden,
a cargo do município,
onde um velho destece a sua vida
e, baixando o olhar,
ainda lhe afaga a trama,
quando a poesia se afoita,
amuo
na agrura de, ao acordar,
tê-la sonhado.
Sebastião Alba
In A Noite Dividida/ o Limite Diáfano, Lisboa,
Assírio e Alvim, 1996
Aos pináculos do fuso horário.
Tivessem os meus dias um dono
ao alcance da voz
que por mim cora; sem pejo
o adularia.
Este sulco em minha mão
que enruga a testa das ciganas
não vai mais longe o seu cavalo cego.
Que ilusória beleza
Raia
um verso nado
e, dúplice, na ausência de ambos,
a cama estática.
Como dos deuses, descrevo
da inspiração ;
entre mim e a voz
há um convívio silente.
Quando da avenida,
o alto repuxo de som
inunda o flat,
volto eu à secura
íntima da água.
Há poetas com musa. Muitos.
Eu , neste jardim do Éden,
a cargo do município,
onde um velho destece a sua vida
e, baixando o olhar,
ainda lhe afaga a trama,
quando a poesia se afoita,
amuo
na agrura de, ao acordar,
tê-la sonhado.
Sebastião Alba
In A Noite Dividida/ o Limite Diáfano, Lisboa,
Assírio e Alvim, 1996
segunda-feira, outubro 22, 2007
Belle de Jour...
sexta-feira, outubro 19, 2007
A Alternativa...
A RTPN afirma-se como uma autêntica alternativa no actual panorama dos canais por cabo, que actualmente é um autêntico lamaçal. Às Quintas, dois excelentes programas, o Zoom, magazine cultural,ontem contou com a presença de Richard Zimler; e logo a seguir, o Fotograma, magazine de cinema. Muito bom.
Obs: As apresentadoras são do best, muito giras.
Obs: As apresentadoras são do best, muito giras.
domingo, outubro 07, 2007
A vida interior de Martin Frost

Um filme francamente muito mau, é o segundo filme de Paul Auster, que não pretende ser autobiográfico. A história de um escritor que escreve sobre um escritor, que subitamente vê o seu espaço invadido por uma suposta musa. Paul Auster não convence como realizador, o resultado da sua experiência é um fracasso. Pretendia conhecer melhor o universo de Auster, mas senti-me defraudado com este filme.
sexta-feira, setembro 28, 2007
A minha esplanada...
terça-feira, setembro 25, 2007
sábado, setembro 22, 2007
segunda-feira, setembro 10, 2007
Os Coristas...
quarta-feira, setembro 05, 2007
Sugestão...

Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, no São Jorge, de 5 a 9 de Setembro.
...
[Motel X]. www.motelx.org
...

Estive a consultar posts anteriores deste blog, de facto, há coisas com alguma qualidade, interessantes. A situação actual do Canal Caveira é completamente diferente, está um bocado medíocre, banal. Estou a reunir novas ideias, para que o Canal Caveira se torne algo de interessante, continuando a ser dirigido a minorias. Isto deve-se a um momento actual do dancingkid, que quer ultrapassar alguma coisa que lhe arranha a consciência, e lhe prende os movimentos. Mas este mês de Setembro promete, e darei conta disso no Canal Caveira. Até já...
segunda-feira, setembro 03, 2007
Estado crítico...
Começo a ficar preocupado comigo, a minha massa cinzenta está a atrofiar a olhos vistos. Há um ano atrás estava com as minhas capacidades muito activas, tinha uma capacidade de racíocinio boa. Nestes últimos meses, parece que estou bloqueado, isto não está a funcionar nada bem. Preciso de fazer qualquer coisa, maybe i need a shrink. Que Deus me proteja, dizem que os loucos consequem estabalecer comunicação com Deus, ouvem vozes, veêm coisas fabulosas. Um rapaz tão novo e já todo chumbado, não havia necessidade.
sexta-feira, agosto 31, 2007
Dia de anos...
Com que então caiu na asneira
De fazer na quinta-feira
Vinte e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse...
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!
Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui o ano passado...
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!
Não faça tal: porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa: que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.
Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los queira ou não queira!
João de Deus
De fazer na quinta-feira
Vinte e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse...
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!
Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui o ano passado...
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!
Não faça tal: porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa: que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.
Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los queira ou não queira!
João de Deus
segunda-feira, agosto 06, 2007
Richard Zimler...
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